quinta-feira, 25 de junho de 2026

Aurora 2026: Defiance Systems



Aurora 2026: Defiance Systems, é um projeto lançado independente pela internacional Aurora Compilations.

Com curadoria voltada à música experimental e eletrônica contemporânea. A Aurora é uma série de compilações digitais com foco em produções independentes ao redor do mundo.

Participaram desta edição os projetos Artificial Memory Trace (Irlanda), Crystal Creek, Miçanga! (Eu), Mystery Artist, Pete Swinton (Indonesia), pszren, RDKPL (República Tcheca), Steven Leak (Canadá) e Wilfried Hanrath (Alemanha)

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Epifanias - Antologia Poética (março de 2026)





Lançado pela Cleópatra Cartonera celebrando a palavra em sua forma mais sensível com o lançamento de Epifanias – Antologia Poética, obra organizada por Fábio Aiolfi. A publicação marca um encontro de vozes que, entre diferentes vivências e territórios, se conectam pelo fio invisível da poesia.

Mais do que um livro, Epifanias é um espaço de revelações — instantes em que o cotidiano se ilumina e se transforma em linguagem. A antologia reúne autores do Brasil e do exterior, compondo um mosaico de emoções, olhares e experiências que reafirmam a força da escrita como expressão e partilha.

Epifanias – Antologia Poética chega, assim, como um convite ao leitor se permitir atravessar por essas pequenas grandes revelações que só a poesia é capaz de oferecer.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Coletânea NoiseRed - Diferentes Bandeiras, o mesmo Inimigo vol.2 (2026)



O underground não conhece fronteiras quando o objetivo é a resistência. O portal e selo NoiseRed lançou a coletânea “Diferentes Bandeiras, o Mesmo Inimigo Vol. 2”. Com mais de duas horas de duração, o material reúne 34 bandas que representam o que há de mais visceral no Brasil, EUA, França, Alemanha e Reino Unido. Curada e produzida por Paulo Henrique (Biano), a coletânea é um mosaico de subgêneros extremos: do Thrash e Death Metal ao Punk, Hardcore e Doom.

Participaram os projetos Arbre-dieu, The Cross, Daniele Krauz, Gorencephalic, Infected Morchirium, Miçanga, Ontokronus,Persecuter, Rodrigo Lamore, Shitai, dentre muitos.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Lorde da Maldade Suprema


https://archive.org/details/lorde-da-maldade-suprema

https://nacaraecoragem.bandcamp.com/album/lorde-da-maldade-suprema

https://www.beatport.com/pt/release/lorde-da-maldade-suprema/6995990

https://www.deezer.com/br/album/987351411

https://open.spotify.com/intl-pt/album/1wv4cKuurqNsBKAmlIVeDx

https://www.palcomp3.com.br/originalmicangastyle/discografia/lorde-da-maldade-suprema/

Lorde da Maldade Suprema é um disco disfarçado de ameaça. Não é sobre você, é sobre todos que ainda sentem. A maldade aqui é recusar ser anestesiado e viciado em dopamina. É inverter valores. A máquina não é só objeto, é costume. O Lorde da Maldade Suprema é recusar obedecer. Cabe em qualquer corpo. É meu protocolo: descentralizar afeto e rejeitar a indiferença. Você é neném é refrão!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Manifesto ao Lorde da Maldade Suprema


Já dizia Marcelo Yuka “Se eles são Exú, eu sou Iemanjá”, e lembrando que já não estamos mais na Terra-33, atravessamos o espelho. Se neste universo é normalizado e exaltado, a apatia, a indiferença e a solidão, eu sou mal. Pois quero que você se divirta com seus amigos, se nesse mundo ser competitivo é certo, eu prefiro estar errado e torcer pra que você vença. Prefiro brincar com meu filho do que maratonar séries. A maldade suprema é ir contra o que esse mundo pós cyberpunk proclamou como certo.

Seja malvado como um bode: deseje, seja indisciplinado e teimoso. Mas não carreguem uma culpa que nunca foi sua. Entenda apenas que a jornada foi iniciada e você vai despertar algum dia. Podem te demonizar, marcar você como aquele que não segue esse mundo “legal” e é isso que importa. Depois do reset: volte aquele mundo que existia antes do espelho. Onde sentar na calçada era a rede social.

Eu prometo ser tão mal ao ponto de prestar atenção nas palavras e brincar em rodas punks, eu serei tão mal ao ponto de não ser indiferente da morte dos rebeldes e olhar para o que acontece na vida ao meu redor. Se isso é ser moderno, eu prefiro ser pré-histórico. Eu juro que minha maldade se manifestará, serei eco aos ancestrais da minha terra e gritarei Paulo Leminski e Gregório de Matos.

E se você prefere ser bonzinho ao ponto de se anular… foda-se você, mas se precisar, eu te encontro. Baterei em latões, até acordar os fantasmas para dançarem, enquanto observo aqueles que apenas querem andar de Skate, Chorão já me ensinou a nunca subestimar um local. Nós somos o Lado B, somos a maldade contra um mundo falsamente bonzinho. Resumindo:

Lorde da Maldade Suprema, você é neném.

sábado, 16 de maio de 2026

Uruly & Seus Amigos 2: O Aniversário do Diabo



Este é o terceiro álbum desta nova fase do Uruly, que também é uma continuação de um outro liberado em 2020, que também é uma comemoração ao primeiro aniversário da Igreja Satânica dos 5 Elementos. Além do nosso anfitrião participaram os projetos Francis Darky/Eklip-pse, Miçanga!, Pork Suicidal e ZEBRIVM.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

ICELOCK CONTINUUM



Organizado pelo selo francês Camembert Électrique, Adentre Icelock Continuum é uma jornada sonora onde o frio se torna substância — onde o gelo respira, racha e se desdobra em texturas estranhas e vibrações suspensas. Esta coletânea reúne explorações musicais que capturam a essência de um inverno distorcido: paisagens congeladas, névoa elétrica, drones cristalinos, atmosferas cintilantes e fenômenos sonoros abstratos.

Cada artista traz sua própria visão da geada: camadas imóveis, ressonâncias subterrâneas, pulsos gélidos ou eventos sonoros microscópicos que brilham como estilhaços de gelo. Do ambient polar ao drone etéreo e à eletrônica experimental, Icelock Continuum reúne mundos que ecoam uns aos outros sem nunca se tornarem iguais.

Participaram 98 projetos como por exemplo: Ayis Kelpekis, Brine & Goblins, Constance Cooper, Daniel Pico, Eagleclaw Ghost of Fulci, Gero von Randow, Hari Hardman, Humanfobia, Innocent But Guilty, Jon Shuemaker, Kivitog, Luigi Morleo, MEAN FLOW, Miçanga!, Ocean in a Bottle, Pietro Zollo, RDKPL, Serge Bardot, Toni Dimitrov, Vacuum In My Head, Wilfried Hanrath, Zazie Productions, dentre muitos

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Conexão Z.O.


Badabim, badabum, bada Baile... É verdade família, tem a primeira party do coletivo Conexão Z.O. na lona mais amada do Rio e de GRAÇA!

Line Up

Afrikano Soundz
Bixocidadão
DJ killah
DJ Ras Renato
Miçanga!
Rataria Nuclear
Seasac + mfkim
Yahmove

Local: Areninha Cultural Hermeto Pascoal

Endereço: Praça Primeiro de Maio, s/n, Rio de Janeiro - Rio de Janeiro

Data: 29 de Maio (Sexta-feira)

Horário: 19h00

Entrada Gratuita

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Alinhavos v.5, n.3 - junho/2025



ALINHAVOS em seu terceiro número de 2025 trouxe a mais ampla e variada seleção de textos já publicada na revista: são um total de 37 autores assinando textos em gêneros que passam pelo conto, prosa poética, poesia, crônica, teatro, quadrinhos, ensaio e resenha.

Todos os textos foram lidos por pelo menos dois avaliadores independentes e entraram na revista apenas aqueles que tiveram dois pareceres positivos. Isso quer dizer que coisa boa também fica de fora, já que, mesmo valorizando critérios como originalidade, trabalho com a linguagem e a busca por temas novos, a seleção assume seu papel de ser uma leitura entre outras que poderiam ser feitas, com a carga de subjetividade, gosto e história pessoal que isso implica.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Disstantes - Cybertrópico (2025)




Lou Reed dizia em 1989 que seu disco New York era para ser ouvido como se fosse um livro, “de uma vez só”. Depende do livro que Lou está falando – se for um romance rápido, daqueles que você lê em uma tarde, ainda vai. Cybertrópico, segundo álbum do Disstantes, também deve ser ouvido como se fosse um livro, mas é diferente: preste atenção em todos os detalhes, imagine as cenas, pesque as referências, confira detalhes e não tenha pressa. O disco é uma mistura de rock, música eletrônica, rap, funk, soul, jazz e vários outros estilos, que precisa de atenção e tempo. Com uma lista violenta de convidados e uma relação maior ainda de estilos e horizontes musicais, o grupo de Gilber T, Homobono e Augusto Feres vai numa linha que, bem de longe, lembra um pouco a do grupo norte-americano clipping. – ou seja: usar o universo da internet e dos algoritmos para falar de ascensões e quedas, de distopias do dia-a-dia, de males de uma sociedade que só quer saber de dinheiro e de reduzir tudo a números e tabelas.



quarta-feira, 1 de abril de 2026

Partido da Classe Perigosa – Samba do delinquente feat Miçanga (7 de agosto de 2024)




O Partido da Classe Perigosa lançou o 'Samba do Delinquente'. Dividido em duas partes, esse é o samba-enredo oficial da banda. A obra retrata a busca por alegria e escape em face da realidade opressora, especialmente no contexto do transporte público exaustivo e da rotina do trabalhador. A sonoridade é uma fusão vibrante de samba, MPB, eletrônica e experimentação, com um toque psicodélico trazido pela participação especial de Miçanga e seu cavaquinho.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Demo Lindo


Demo Lindo é um dos primeiros trabalhos que realizo, reunindo em um CD músicas no qual estou trabalhando aqui na Miçangolândia. Ou seja, não tem uma linha conceitual fechada, cada CD é único, sendo assim não é baixa tiragem. É tiragem única com cada disco sendo um trabalho singular. Por isso Demo Lindo vai contra qualquer serialidade, algumas faixas só serão encontradas naquele disco específico, com faixas que podem não ir para o streaming e talvez em nenhuma página da internet. É outra lógica, também espero que não seja colecionável, se você adquiriu o seu é isso e nada mais.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Aloisio Antonio Jacob & Os Mendigos do Brooklin - Escola do noise - 2024.




Escola do Noise é um álbum lançado em 2024 por Aloisio Antonio Jacob & Os Mendigos do Brooklin, disponível nas plataformas digitais, composto por oito faixas. O disco reúne composições creditadas a Aloisio Antonio Jacob, Andrei Junquilho (Bushido), Maurício Abalsanga, Rauan Chaves e Yrlan Guedes, com faixas que incluem introduções, estudos sonoros, peças nomeadas a partir do noise e registros de improviso. Na última faixa, “Improviso Nº 84036" ainda conta com a participação do Miçanguinha.



terça-feira, 17 de março de 2026

GIGs 2025


10 de janeiro - Ciclo de Improviso #27 (Escritório)

19 de janeiro - Slam Sangue Laranja (Casa Bosque)

01 de fevereiro - Sarau 021

06 de fevereiro - Joias da Rampa

09 de fevereiro - Garage

29 de Março - Intervenção Poética (Casino Bangu)

05 de Abril - Participação no Show do 808 Punks (La Esquina)

19 de abril - Joias da Rampa (Casa Bosque)

01 de Maio - CarioCaos na XV

09 de maio - Participação no Show do Disstantes (Audio Rebel)

21 de junho - Chibanca's Bar - BH/MG

12 de julho - Sarau 021

9 de agosto - Teatro Carlos Gomes

5 de Setembro - FLISC

15 de Setembro - VIII Mostra de Poesia Contemporânea da APPERJ

6 de de Setembro - Teatro Glauce Rocha

12 de Setembro - Participação no Show do Disstantes (Baratos da Ribeirra)

18 de setembro - SESC Campos

25 de setembro - SESC Tijuca

26 de setembro - UERJ

02 de outubro - SESC Duque de Caxias

09 de outubro - SESC Madureira

09 de outubro - FLUERJ

16 de outubro - SESC Niterói

23 de outubro - SESC Nova Iguaçu

30 de outubro - SESC Ramos

06 de novembro - SESC São Gonçalo

13 de novembro - SESC São João de Meriti

27 de novembro - SESC Teresópolis

04 de dezembro - Sarau de Cria (Empório Encantado)


quinta-feira, 12 de março de 2026

A New Age Cyberpunk Manifesto para o século XXI. 1º projecto 2015.


Por Sara Elizabeth Joyce. (livremente traduzido e Adaptado)

O mundo ocidental é uma sociedade distópica abastecida empresarial construída de controle e regras. O mundo oriental é praticamente a mesma coisa, mas até seus grandes avanços em tecnologia servem para espelhar seu passado antigo. O Oriente Médio é uma distopia proeminente da guerra contornando os sistemas de controle e tecnologia por compreendê-lo e rejeitá-la. Religião é a doença galopante do século XXI que está em uma encruzilhada qualquer para ser erradicada pela razão e a lógica ou a reunir seguidores mais do que nunca, que acreditam em entidades onipotentes e suposições ridículas.

Nós, os cyberpunks no mundo, que cobiçam a todas as áreas da terra e todos os sistemas virtuais, somos predispostos a acreditar que somos livres. A expressar nossas opiniões e para ser ouvido por todos os meios necessários, gratuito para invadir e se necessário destruir seus sistemas de controle. Livre para vaguear nesta terra sem medo de sua tributação e opressão. Revidamos gratuitamente quando julgarmos que já não servem a nossas necessidades ou as necessidades de nossos irmãos e irmãs, como qualquer outra coisa.

No século XXI, nós somos os ratos de aço inoxidável, aqueles que encontrar os pontos fracos em suas áreas de controle e façanhas. Aqueles que são conhecidos e anônimos. E se você teve a coragem de nos encontrar nas ruas de nossas cidades, encontraríamos mais definitivamente um motivo para te foder.

O inimigo, as corporações, bancos, religiões, governos e famílias que percebem o controle dos destinos de mais de 99% estão avisados. Nós sabemos quem você é, onde você está e nenhuma quantidade de sacrifícios feitos por aqueles que persuadiram em seu empregado vai parar os poucos dispostos a agir para mudar o mundo para um dia melhor para que indivíduos de pensamento livre possam ser livre.

Você nos encontrará uma constante irritantes sob sua pele, uma fonte interminável de mosquitos preparado para fazer o último sacrifício para levar de volta o direito de liberdade, de tributação e a dívida, da pobreza e suas mentiras de apoio. Lutaremos até até o fim, como vocês estão implorando na rua para nossos estimulantes para esquecerem a dor.

Nossa tática vai ser interminável e maleável, vamos usar a tecnologia à nossa disposição e a sua falta para confundi-lo. Nós abusaremos do que você criou para servir nossas propiás finalidades. Vamos aliar-se com seu inimigo e ainda ser autônomos.

Nós somos os Cyberpunks do século XXI que você pensou que poderia prever e controlar. Você nunca esteve tão errado em sua vida. Somos inteligentes o suficiente para saber quando algo cheira mal e vamos convencer os outros, incluindo aqueles em suas organizações que estamos certo.

Nós somos Cyberpunks e nós vamos fuder seus sistemas de controle.

#fuckthesystem
#cyberpunk
#transhumanism
#hacker anônimo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Delírios de Uma Zona Onírica Num Sábado de Carnaval




Manguebeat? Big Beat? Sei lá! Mas essas duas máximas que tinha na cabeça quando tive ideia dessa song de carnaval. O verso “Estrela de luz que me conduz" da Mocidade já estava orbitando na minha cabeça um tempo e tentando encaixar ele num bit do Prodigy. Em seguida vi um vídeo da série faixa a faixa do João Jardel falando de fazer uma música com só um verso. Pronto! A letra vai ser só isso. Depois em seguida foi transformar a lógica do tambor do cocô, em Bumbo e caixa, ou seja, tempo e contratempo. Terceiro passo foi a escola Delírio da Zona Oeste da minha quebrada fornecer o Samplear ideal pra começar. Aí o resto foi temperar esse caldo.

BPM: 126 / Tom: FM

Contém sample: 1999 - Binary Finary, Enciclopédia Barsa Universal (CD Multimídia), A Fantástica Fábrica dos Sonhos - Delírio da Zona Oeste, Na Estrada - Cordel do Fogo Encantado, Phonk Memphis Melody - Cowbells Pitch Bended (UNSXCRED), Rewakening - Spawn e Speedboat Attack,

Instrumentação: Digital Dubs Siren Generator, LMMS, Vitrola Raveo Sonetto e Wolfram Tones

sábado, 31 de janeiro de 2026

Blonde do Fraque Solto




Sawadee Krap Encantadxs! Estilo Vila Kennedy, estão disponíveis 53 pistas do álbum Bonde Baque Torto para utilizarem da forma que quiserem. Blonde do Fraque Solto é o pacotão de sample mais bolado e quente deste verão. Usem e abusem da forma que desejarem... ou não! Lembrando que todo conteúdo deste álbum está licenciado na forma de Creative Commons.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ciberpunk, uma palavrinha - Bruce Bethke


Na primavera de 1980 eu escrevi uma pequena história sobre um bando de hackers adolescentes.

Desde o rascunho esta história tinha um título, que era...

E pode apostar o que você tem de mais precioso, que se eu tivesse a menor ideia, de que tantos anos depois, ainda estaria respondendo perguntas sobre ela, eu a teria registrado!

No entanto eu não registrei e como você já deve saber, esta palavra que começa com 'C', mais tarde ganhou toda uma fascinante vida própria.

Não estou tardiamente tentando conseguir algum crédito ou roubar a glória de alguém (francamente, eu preferiria que alguém me desse atenção pelo que escrevo hoje, como por exemplo meu romance 'Headcrash', premiado com o P.K.Dick), mas para aquelas pessoas que são obcecadas com esta coisa, de forma resumida, esta é a história por trás da história:


A invenção desta palavra que começa com 'C' foi um ato consciente e deliberado de criação de minha parte. Eu escrevi esta história no começo da primavera de 1980 e desde o primeiro rascunho, tinha o título 'CIBERPUNK'.

Chamei-a assim tentando inventar um termo novo que unisse a atitude punk com a alta tecnologia. Minhas razões foram puramente egoístas e voltadas para o mercado; queria um nome curto que os editores pudessem gostar.
Honestamente, posso dizer que consegui.

Mas como eu cheguei nesta palavra? Do jeito que qualquer palavra nova aparece, imagino: pura síntese. Peguei várias raízes... ciber, tecno e coisa e tal, misturei com outros termos jovens e tentei várias combinações até que uma soasse bem.

Um ponto importante! Nunca disse ter inventado a ficção ciberpunk! Esta honra primeiramente se deu a William Gibson, em seu livro 'Neuromancer' de 1984, que realmente definiu o 'Movimento'.
(Na época, Mike Swanwick disse que os escritores deste movimento deviam se chamar 'neuromânticos', já que o que faziam era claramente uma imitação de 'Neuromancer').

É claro que Gibson não pode receber sozinho os créditos disso. Pat Cadigan com 'Pretty boy crossover', Rudy Rucker com 'Software', W.T. Quick e seu 'Dreams of Flesh and Sand', Greg Bear com 'Blood Music', Walter Jon Williams e 'Hardwired', Michael Swanwick 'Vacuum Flowers'... uma lista dos primeiros escritores dos anos 80 com contribuições importantes para esta definição e que desafiam minha habilidade de relembrar seus nomes.

Não que se trate de uma concepção imaculada: John Brunner havia escrito 'Sockwave Rider', Anthony Burgees com seu 'A Clockwork Orange' e talvez Alfred Bester e 'The stars my destination', foram todos importantes para o que seria depois chamado de ficção ciberpunk.

Quanto a mim? Posso dizer que minha principal contribuição foi ter inventado o estereótipo do hacker punk com um cabelo moicano. Isso e por ter dado o nome à besta, é claro.

Ciberpunk, uma palavrinha - Bruce Bethke http://letras.cabaladada.org/letras/cyberpunk.pdf

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Sarau de Cria (Terceira Edição)


Dia 22/01 às 18h vai rolar a 2° Edição do Nosso Sarau de Cria no Emporio Encantado.

Na programação Búfalo, DJ Corvo, Doki, Lil Anasty, Miçanga, Oklin, Riot Molotov e Trash HC

Data: 22/01/2026

Custo: de Graça!!!

Endereço: Praça Sargento Eudóxio Passos, 30 - Encantado, Rio de Janeiro - RJ, 20735-

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Manifesto Cypherpunk




A privacidade é necessária para uma sociedade aberta, na era eletrônica. Privacidade não é segredo. Um assunto privado é algo que não se quer que o mundo inteiro saiba, mas um segredo é algo que não quer que ninguém saiba. A privacidade é o poder de forma seletiva revelar-se ao mundo.

Se duas partes têm algum tipo de relacionamento, então cada um tem uma memória de sua interação. Cada uma das partes pode falar sobre sua própria memória de isso, como alguém poderia impedi-lo? Pode-se aprovar leis contra ela, mas a liberdade de expressão, ainda maior do que a privacidade, é fundamental para uma sociedade aberta, buscamos não restringir qualquer discurso em tudo. Se muitos partidos falam juntos no mesmo fórum, cada um pode falar com toda a outros e conhecimento juntos agregadas sobre os indivíduos e outro partes. O poder das comunicações eletrônicas permitiu tal discurso em grupo, e isso não vai desaparecer só porque podemos querer que pare.

Desde que desejamos privacidade, temos de assegurar (para cada uma das partes) uma transação de conhecimento apenas do que é diretamente necessário. Uma vez que qualquer informação pode ser falada, nós devem assegurar que é revelado tão pouco quanto possível. Na maioria dos casos identidade pessoal não é necessário. Quando eu compro uma revista em uma loja em dinheiro, não há necessidade para o funcionário de saber quem eu sou. Quando eu pedir ao meu provedor de correio eletrônico que envie e receba mensagens, o meu provedor não precisa saber com quem estou falando ou o que estou dizendo ou o que os outros estão dizendo para mim, meu fornecedor só precisa saber como passar a mensagem e quanto eu devo a ele. Quando a minha identidade é revelada pelo mecanismo subjacente à operação, Eu não tenho nenhuma privacidade. Não podendo me revelar seletivamente, devo _sempre_ me revelar.

Portanto, a privacidade em uma sociedade aberta requer sistemas de transações anônimas. Até agora, o dinheiro tem sido o tal sistema primário. Uma sistema de transação anônimo não é um sistema de operação secreta. Uma sistema anônimo capacita as pessoas a revelar sua identidade quando desejado e apenas quando desejado, o que é a essência na vida privada.

Privacidade em uma sociedade aberta também exige criptografia. Se eu disser alguma coisa, eu quero que seja ouvido apenas por aqueles a quem tenho a intenção. Se o teor do meu discurso está disponível para o mundo, eu não tenho privacidade. Para criptografar é indicar o desejo de privacidade, e criptografar com criptografia fraca é indicar não muito desejo de privacidade. Além disso, para revelar a identidade de alguém com segurança quando o padrão é o anonimato requer a assinatura criptográfica.

Não podemos esperar que os governos, empresas ou outras grandes organizações nos conceda a privacidade. É vantajoso para eles falar de nós, e devemos esperar que eles vão falar. Para tentar impedir o seu discurso é lutar contra o realidades da informação. Informações não quer apenas ser livre, ele anseia por ser livre. Informações expande para preencher o disponível espaço de armazenamento. A informação é o primo mais jovem do Rumor, porém mais forte; A informação é ligeira, tem mais olhos, sabe mais, e entende menos de boatos.

Devemos defender a nossa própria privacidade, se apenas esperamos não teremos. Devemos se unir e criar sistemas que permitem transações anônimas. As pessoas estão defendendo a sua privacidade por séculos, com sussurros, escuridão, envelopes, portas fechadas, apertos de mão secretas e pelos correios. As tecnologias do passado não permitiam uma forte privacidade, mas as tecnologias eletrônicas podem.

Nós os Cypherpunks somos dedicados a construção de sistemas anônimos. Nós estamos defendendo a nossa privacidade com criptografia, com sistemas de e-mail anônimo , com as assinaturas digitais e com dinheiro eletrônico .

Cypherpunks escrevem código. Sabemos que alguém tem de escrever software para defender a privacidade, e uma vez que não pode ficar com menos privacidade, vamos escrevê-lo. Nós publicamos o nosso código para que os nossos companheiros Cypherpunks passam treinar e jogar com ele. Nosso código é livre para todos usarem no mundo inteiro. Nós não nos importamos se você não aprovar o software que escrevemos. Sabemos que o software não pode ser destruída e que um sistema amplamente se dispersa, não pode ser desligado.

Cypherpunks não se importam com regulamentos sobre a criptografia, pois a mesma por si só é um ato privado. O ato de criptografar, de fato, remove informações do domínio público. Até mesmo as leis contra a criptografia servem apenas na medida de fronteira de uma nação e do braço de sua violência. A criptografia irá inevitavelmente se distribuir por todo o mundo, com os sistemas de transações anônimas que a torna possível.

Para a privacidade ser difundida, deve ser parte de um contrato social. As pessoas devem vir juntos implantar esses sistemas para um bem comum. Privacidade só se estende tão longe como a cooperação de companheiros na sociedade. Nós os Cypherpunks buscamos suas perguntas e sua preocupações e esperamos poder envolvê-los, para que não enganem a nós mesmos. Nós não vamos, entretanto, ser movidos para fora do nosso curso porque alguns não concordam com os objetivos.

Os Cypherpunks estão ativamente empenhados em fazer as redes mais seguras para privacidade. Vamos continuar juntos em ritmo acelerado.

Avante!

Eric Hughes <hughes@soda.berkeley.edu> 09 de marco de 1993