quarta-feira, 3 de junho de 2026

Manifesto ao Lorde da Maldade Suprema


Já dizia Marcelo Yuka “Se eles são Exú, eu sou Iemanjá”, e lembrando que já não estamos mais na Terra-33, atravessamos o espelho. Se neste universo é normalizado e exaltado, a apatia, a indiferença e a solidão, eu sou mal. Pois quero que você se divirta com seus amigos, se nesse mundo ser competitivo é certo, eu prefiro estar errado e torcer pra que você vença. Prefiro brincar com meu filho do que maratonar séries. A maldade suprema é ir contra o que esse mundo pós cyberpunk proclamou como certo.

Seja malvado como um bode: deseje, seja indisciplinado e teimoso. Mas não carreguem uma culpa que nunca foi sua. Entenda apenas que a jornada foi iniciada e você vai despertar algum dia. Podem te demonizar, marcar você como aquele que não segue esse mundo “legal” e é isso que importa. Depois do reset: volte aquele mundo que existia antes do espelho. Onde sentar na calçada era a rede social.

Eu prometo ser tão mal ao ponto de prestar atenção nas palavras e brincar em rodas punks, eu serei tão mal ao ponto de não ser indiferente da morte dos rebeldes e olhar para o que acontece na vida ao meu redor. Se isso é ser moderno, eu prefiro ser pré-histórico. Eu juro que minha maldade se manifestará, serei eco aos ancestrais da minha terra e gritarei Paulo Leminski e Gregório de Matos.

E se você prefere ser bonzinho ao ponto de se anular… foda-se você, mas se precisar, eu te encontro. Baterei em latões, até acordar os fantasmas para dançarem, enquanto observo aqueles que apenas querem andar de Skate, Chorão já me ensinou a nunca subestimar um local. Nós somos o Lado B, somos a maldade contra um mundo falsamente bonzinho. Resumindo:

Lorde da Maldade Suprema, você é neném.

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